O ator Flávio Migliaccio morreu na última segunda-feira, dia 4, aos 85 anos de idade e estava brigando judicialmente há 20 anos com inicialmente a extinta TVE, e que depois veio a ser sucedida pela Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto (ACERP). A causa já estava ganha, mas a associação, com a morte do ator, entrou com um pedido de suspensão da ação até que se apresente um sucessor de Flávio.

Agora, segundo informações da colunista Fábia Oliveira, esse sucessor seria o filho do ator, Marcelo Migliaccio. O advogado da família, Sylvio Guerra, informou o seguinte:

- A ACERP deu uma de urubu na carniça, meramente para fins procrastinatórios, já que o processo está com o perito e não depende de nenhum ato das partes ou da juíza, não havendo qualquer necessidade de suspensão. Comportamento desrespeitoso, desleal, odioso e que tangencia a má-fé processual.

O processo, movido por Flávio há 20 anos, se diz respeito à destruição das fitas de rolo que continham os mais de 400 capítulos da série Tio Maneco, interpretado por ele na TVE. Além dessa indenização, que essa empresa lutou por esses anos todos para não pagar, Migliaccio ganhou na Justiça o direito de receber 50% da obra, que foi perdida por causa do desgaste causado pelo tempo.

O valor da indenização ainda será apurado por um perito.